O primeiro contato com o feminismo é... meigo. É inocente. Se você perguntar para uma recém-feminista sobre o que é feminismo, provavelmente obteria como resposta "igualdade entre mulheres e homens!", sendo dito entre sorrisos e brilhos. Se você fizer a mesma pergunta para uma feminista com uma bagagem maior e mais pesada, talvez obtenha um suspiro cansado, talvez obtenha uma resposta a respeito do empoderamento. Se ela tiver paciência, pode te falar sobre causas raciais, homo/bissexuais e trans que estão incluídas.
Mas por que a "má vontade" sobre o assunto? A resposta não tem glitter, não.
O feminismo é uma maldição. Te puxa de levinho, e quando você percebe, está completamente imersa e sem saída.
O feminismo é uma maldição. Faz com que você perca amigos, faz com que seu filme ou seriado favorito se torne machista e insuportável. E brigas de família, então?! Surgem igual turista no carnaval do Rio.
Você pode parar de idolatrar os artistas que costumava adorar, parar de ver os graça nos programas humorísticos que te faziam chorar de rir, e talvez pare de ver algum familiar como exemplo.
Os assobios na rua e os apertões na balada parecem cada vez piores. A falta de mulheres fortes nas televisões e nos livros começam a te irritar.
E se algum sintoma desses já apareceu, minha querida, não tem mais jeito. A maldição feminista já te pegou.
E que maldição mais maravilhosa é essa. Maldição que faz com que você aprecie e admire sua mãe e sua avó; Que faz com que a cena de mulheres bêbadas cuidando uma da outra no banheiro da balada se torne a coisa mais linda do mundo. Ninguém mais é mau comida. Mias ninguém no universo tem falta de rola. A partir desse momento, todas as suas ideias tortas se tornaram amor para as irmãs;
Se você chegou ao feminismo, minha linda, você é livre. você é toda e completamente sua.
Com o peito explodindo de sororidade,
Uma mulher comum.
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