Olá!
Eu sou a Bruna. Tenho (quase) dezenove anos e estou no primeiro semestre de psicologia. Tentei não dizer meu nome ou usar o quase, mas intimidade é uma coisa tão gostosa que não consegui evitar.
Eu me considero feminista há três anos. O movimento veio para de mim de uma forma estranha: um dia, meu professor perguntou se eu era a aluna que havia pedido o livro "Martelo das feiticeiras" emprestado. Decepcionado com a resposta negativa, sugeriu que eu lesse a introdução em seu próprio período de aula. Enquanto os outros faziam exercícios, eu li.
Li que no começo dos tempos, mulheres eram endeusadas por gerarem novas vidas; Que a ideia de deus não era fixa, e que eram consideradas as possibilidades de que Deus fosse uma mulher, um homem e uma mulher governando juntos ou um homem. Li também que tudo isso foi esquecido e desprezado assim que os homens perceberam que eles também faziam parte do processo de reprodução. "Tudo" isso entre aspas, pois a teoria de que Deus era um homem másculo, velho e barbudo governando todo o universo sozinho foi validada e glorificada.
As poucas páginas lidas nos cinquenta minutos de aula ficaram em minha cabecinha. Saí de lá comentando sobre minhas descobertas e obtive como resposta "não vai me virar feminista louca, hein?!".
Os conselhos não deram muito certo e eu acabei virando feminista louca.
Provavelmente eu não sou a melhor pessoa do universo para dar pitaco, afinal sou branca, cis, hétero em um relacionamento monogâmico e estável, classe média alta. Mas eu tenho o essencial: sou uma mulher com muita vontade de ajudar mulheres a se amarem e se empoderarem.
Aceito dúvidas, sugestões e pedidos de ajuda.
Com todo amor do mundo,
Uma mulher comum.
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Não sei todas as regras de português e muito menos mexer com HTML. O Blog é simples, mas feito com coração. :-)
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